Clínica Bernardi
Estudos indicam a Imunoterapia no tratamento do câncer
15/11/2018
Buscando ainda mais conhecimento e novidades na área oncológica, Dr. Carlos Bernardi, médico oncologista da Clínica Bernardi esteve em Munich, na Alemanha no mês de outubro onde participou do Congresso Anual da European Society of Medical Oncology (ESMO), sociedade da qual é membro.

Considerado um dos principais eventos da área, com cerca de 25.000 congressistas de mais de 130 países, neste ano o tema abordado foi "Garantindo o acesso aos melhores cuidados contra o câncer", onde importantes estudos foram apresentados na área do tratamento de câncer de mama, considerado um dos mais agressivos e que tem aumentado muito nos últimos anos. 

Para o Dr. Carlos, este congresso europeu é interessante porque são as duas grandes fontes de conhecimento, os Estados Unidos por exemplo não tem muitos problemas com o financiamento de recursos, já nos países europeus o valor é limitado e os recursos na área da saúde devem ser muito bem gerenciados.

“Uma assunto que se falou muito foi da imunoterapia. Nos últimos anos os avanços vinham ocorrendo nas áreas das terapias alvo-molecular, mas como os tumores podem sofrer mutações durante sua história natural e estas terapias não, a resolutibilidade delas cai com o tempo, necessitando serem revistas. A imunoterapia também conhecida por terapia biológica é um tipo de tratamento que estimula o próprio sistema imune, fazendo com que o este possa combater o câncer. Na imunoterapia não é a medicação que vai atuar no tumor, a medicação vai estimular o sistema imunológico do paciente, o que na maioria das vezes o tratamento é muito bem aceito, destaca Dr. Carlos.

E conclui, "claro que é algo novo, na Clínica nós já temos alguns pacientes fazendo uso desta terapia, com resultados fantásticos, o que há pouco tempo atrás era considerada uma sentença, hoje a realidade é outra, os pacientes estão tendo uma vida normal, com a doença controlada, sem perder o cabelo e com muito mais qualidade de vida. Esta é uma tendência irreversível e que vem dando muito certo. Em alguns casos a imunoterapia pode ser associada a quimioterapia, mas claro que ainda não é uma terapia indicada para todos os tipos de cânceres, os mais indicados são para os casos de câncer de pulmão,  melanoma, rins e bexiga, mas eu diria que nos próximos anos o tratamento vai mudar 100%".

Fonte: Assessoria de Comunicação